Colunas e Opinião
Em defesa da liberdade de culto e das diferenças religiosas
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“Matem todos eles. Deus reconhecerá os Seus”. A referida frase, uma das mais infames declarações de toda a história da Igreja Católica, foi dita em 22 de julho de 1209, por ocasião da invasão da cidade de Béziers (França). Ela é atribuída a Arnald-Amaury, legado papal, fanático e, na ocasião, o todo poderoso chefe espiritual da Cruzada Cátara. Segundo registros históricos precisos, a ordem foi dada quando, no saque e pilhagem que se seguiram à invasão, perguntaram-lhe como distinguir os hereges (cátaros) dos católicos. Naquele dia, um exército de aproximadamente vinte mil soldados, passou ao fio da espada 15 mil homens, mulheres e crianças. Triunfante, Arnald-Amaury escreveu ao Papa que “não poupara idade, sexo ou status”. Tais homens, mulheres e crianças haviam cometido um erro imperdoável, eram cátaros (não católicos) e, como tais, opunham-se inflexivelmente a Roma e à Igreja Romana. Na verdade, como mais tarde iriam fazer as religiões protestantes, viam em Roma a encarnação do mal, a bíblica “Prostituta da Babilônia”.
O tráfico de entorpecentes e as mentiras contadas
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Por: Osório Barbosa
Por que quem sempre conta um conto sempre aumenta, diminui ou omite um ponto? A tal luta contra o narcotráfico, sempre necessária, é um desses contos onde, no mínimo, se omite vários pontos. Trabalhei alguns anos como procurador da República na Amazônia (Roraima, Amazonas e Acre), tendo obtido, junto à Polícia Federal, os seguintes dados (1998):











